quarta-feira, 29 de julho de 2015

Fast Food Mata as Bactérias que Ajudam a Nos Manter Magros, Mostra Estudo

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Que se empanturrar de comidinhas que passam longe da categoria saudável como guloseimas e fast-food não contribuem em nada em relação a boa forma, por conta de seus valores altamente calóricos e pouco nutritivos, você provavelmente já sabia. Agora, surgiu uma nova razão pela qual esses tipos de alimentos nos atrapalham a manter o peso adequado: eles matam as bactérias presentes no organismo que colaboram para que fiquemos magros.

Quem afirmou isso foi o professor, pesquisador e autor do livro “The Diet Myth” (algo como “O Mito da Dieta”, em inglês), Tim Spector. Para ele, o fato dessas bactérias estarem sendo exterminadas pode explicar por que as taxas de obesidade têm crescido. 

De acordo com dados de estudo realizado pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, de 1980 a 2013 os níveis de obesidade e sobrepeso no mundo subiram em 27,5% entre adultos e 47,1% entre as crianças.  existem 60 milhões de pessoas acima do peso, das quais 22 milhões são obesas.
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O professor, pesquisador e autor Tim Spector
A estimativa de Tim é que o número de bactérias presentes em nosso intestino tenham diminuído nos últimos 50 anos justamente porque atualmente nós consumimos mais alimentos processados.
Uma forma de mudar isso, segundo o pesquisador, é seguir uma dieta que estimule o crescimento dessas bactérias. Isso também ajudará a perder peso de forma tão eficiente quanto cortar gordura ou açúcar da alimentação. Comidas como aipo, alho, queijo não pasteurizado e chocolate amargo (em pequenas porções) são alguns itens que atuam no sentido de causar esse efeito.
Como maneira de entender como isso funciona, o professor fez um experimento com seu filho de 23 anos de idade, Tom Spector. O jovem concordou em passar 10 dias seguindo uma dieta que consistia exclusivamente em sanduíches do Mc Donald’s, nuggets de frango, salgadinhos e Coca-cola.
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Filho de Tim se submeteu a experimento que mostrou a reação das bactérias em relação ao consumo de fast-food
Antes de Tom começar a ter esse tipo de alimentação, um grupo de cientistas colheu amostras de seu intestino. O mesmo procedimento foi repetido depois do término do experimento.
No primeiro teste, eles identificaram a presença de 3.500 espécies de bactérias no organismo do filho de Tim. Já ao fim dos dez dias, eles perceberam que esse número havia sido reduzido para 1.300.
O professor Tim também explicou de apesar de serem vistas de maneira negativa, as bactérias são importantes para o organismo do ser humano: “Apenas poucas das milhões de espécies são prejudiciais e muitas são cruciais para a nossa saúde. Micróbios (bactérias) não são essenciais apenas para o modo como digerimos os alimentos; eles controlam as calorias que absorvemos e fornecem enzimas e vitaminas vitais.”
Ele ainda afirmou que uma alimentação balanceada é importante para a diversidade de bactérias presentes no organismo: “Está claro que quanto mais diversa for a sua dieta, mais diversos serão os seus micróbios e melhor será a sua saúde. Em qualquer idade.”
O autor disse que há 15 mil anos os nossos ancestrais consumiam aproximadamente 150 tipos diferentes de ingredientes por semana, o que estimulava o crescimento de vários tipos de bactérias. Atualmente, a maioria das pessoas come somente 20 variações de ingredientes ou até menos, tendo em vista que muitos se alimentam majoritariamente de comidas processadas, que por sua vez são feitas basicamente a partir de quatro ingredientes: milho, soja, trigo ou carne.
Desse modo, para o professor, uma dieta restritiva em relação à variedade dos ingredientes resultará em uma redução do número de micróbios no intestino, que inevitavelmente causará danos à saúde.

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