sábado, 5 de setembro de 2015

EUA acusam a Rússia de interferir na guerra síria



O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, contactou este sábado o seu homólogo russo Sergei Lavrov para lhe expressar a "inquietação dos Estados Unidos" face a um eventual envolvimento militar de Moscovo na Síria.

"O secretário de Estado afirmou claramente que caso tais informações sejam exatas, estas ações poderão provocar uma escalada do conflito", referiu uma nota do Departamento de Estado numa referência à conversa telefónica entre os chefes das diplomacias de Washington e Moscovo.

"Essas ações poderão ainda implicar uma escalada do conflito, provocar mais perdas de vidas humanas inocentes, aumentar o fluxo de refugiados e arriscar um confronto com a coligação anti-ISIL [uma referência ao grupo islamita Estado Islâmico, EI] que atua na Síria", adiantou o Departamento de Estado.

Ainda segundo Washington, Kerry abordou precisamente com o seu interlocutor "informações que admitem um iminente aumento da potência militar russa" na Síria, e quando os EUA lideram desde há um ano uma coligação aérea que combate o grupo Estado Islâmico na Síria e Iraque.

Previamente, e também numa referência a este contacto mas em termos distintos, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo informou que os dois responsáveis abordaram o combate ao grupo EI e a "cooperação" entre os dois países para "apoiar os esforços da ONU destinados a desencadear um processo político na Síria", na sequência de um conflito que desde março de 2011 já provocou mais de 240.000 mortos e pelo menos 10 milhões de refugiados e deslocados, cerca de metade da população do país.

O Presidente russo Vladimir Putin referiu na sexta-feira ser ainda cedo para falar de um envolvimento militar russo na Síria para combater o EI.

"É prematuro dizer que estamos prontos para partir, de imediato [para a Síria]", declarou Putin, antes de recordar que Moscovo há muito que vende armas ao regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, e para além de ainda possuir uma base naval neste país.

Nas últimas semanas intensificaram-se os contactos diplomáticos para encontrar uma solução para a crise na Síria, incluindo o inédito encontro tripartido em Doha, no início de agosto, entre os chefes da diplomacia norte-americana, russa e saudita.

De seguida, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita e do Irão foram recebidos em Moscovo, à semelhança de representantes de heterogénea oposição síria (opositores no exílio, opositores no interior e opositores tolerados por Damasco).

Moscovo, que apoia formalmente o regime de Damasco, tem sugerido uma coligação alargada para combater o grupo EI, e que incluiria designadamente a Turquia, Iraque, Arábia Saudita, mas também o exército regular sírio.

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