domingo, 28 de junho de 2015

O que fará o FMI se a Grécia não pagar

GRÉCIA: O que fará o FMI se a Grécia não pagar

A Grécia tem de pagar até terça-feira cerca de 1,5 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional e, se não respeitar o prazo, a primeira sanção será imediata: deixa de ter acesso a recursos do Fundo.


Quando um país não cumpre um prazo “deixa de ser autorizado a usar qualquer recurso do FMI”, indica a instituição no relatório de 2014 sobre as suas atividades financeiras.
Segundo números oficiais, a Grécia deve transferir este ano mais de 5,4 mil milhões de euros para o FMI em reembolso de dívida.
No início do mês, Atenas recorreu a uma cláusula pouco utilizada que permite agrupar vários pagamentos numa única prestação, adiando o pagamento para dia 30 de junho (terça-feira).
Se não cumprir esse prazo, cerca de metade dos 7,2 mil milhões de euros que ainda tem a receber dos credores será de imediato congelada.
O Eurogrupo, reunido em Bruxelas, recusou hoje um pedido de Atenas para que fosse alargado por uns dias o seu programa de resgate, horas depois de o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, ter anunciado a convocação de um referendo para 05 de julho, para que o povo grego se pronunciasse sobre os termos da proposta de acordo feitas pelos credores internacionais.
Segundo os procedimentos do FMI, 30 dias após o incidente de pagamento inicial, a diretora-geral do Fundo, Christine Lagarde, deve informar o Conselho de Administração, que representa os 188 Estados-membros, do montante em atraso e dois meses depois apresentar uma “queixa”.
Ao fim de três meses, o país em falta pode ser privado do uso dos Direitos de Saque Especiais, um ativo financeiro internacional criado pelo FMI e utilizado por bancos centrais.
Se a situação se mantiver num impasse, o FMI tem até 15 meses após o incidente inicial para emitir formalmente “uma declaração de não-cooperação” que pode levar nos três meses seguintes à suspensão dos direitos de voto na instituição.
A decisão acabaria por não ter qualquer impacto real na Grécia e seria sobretudo simbólica, com o país isolado na instituição.
Nos seis meses seguintes, ou seja, dois anos após o incumprimento, pode ser iniciado um processo tendo em vista a expulsão do país do FMI, que tem de recolher os votos da esmagadora maioria dos Estados-membros (85% dos direitos de voto), o que acaba por ser pouco provável.
O Zimbabué, o Sudão ou a Somália, que têm pagamentos em atraso há muitos anos, nunca foram ameaçados com a expulsão.
Na história do FMI, só um país, a Checoslováquia, foi excluído da instituição nos anos 1950, em plena Guerra Fria.
 

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