terça-feira, 3 de novembro de 2015

Presidente da TAP está a ser ouvido na Unidade de Combate à Corrupção da PJ

Presidente da TAP está a ser ouvido na Unidade de Combate à Corrupção da PJ
Denúncia anónima motivou investigação ao negócio de venda da Groundforce ao grupo Urbanos.

Presidente da TAP está a ser ouvido na Unidade de Combate à Corrupção da PJPresidente da TAP, Fernando Pinto, está a ser ouvido na tarde desta terça-feira na Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária em Lisboa. Em causa, estará o negócio de venda da empresa dehandling Groundforce ao grupo Urbanos e Fernando Pinto estará a ser ouvido na qualidade de testemunha, noticiou a TVI e confirmou o PÚBLICO junto de fonte da PJ.

Também fonte oficial da TAP confirmou que o responsável pela companhia está a ser ouvido "como testemunha de uma investigação sobre a aquisição da Groundforce, em 2011".

“Trata-se de um processo que não é novo, está relacionado com a compra da Groundforce em 2011 e nada tem a ver com a privatização da TAP ”, disse ao PÚBLICO a porta-voz da transportadora, dizendo desconhecer, no entanto, o fundamento da denúncia anónima.

Já em Agosto do ano passado, o PÚBLICO noticiou que Fernando Pinto tinha sido ouvido pelo Ministério Público por causa de dossiers relacionados com a gestão da companhia. A inquirição aconteceu depois de terem sido realizadas buscas nas instalações da companhia de aviação em meados de 2013 e de terem sido ouvidas pessoas com informações sobre a gestão da operadora dehandling Groundforce, a compra da unidade de manutenção do Brasil e a tentativa fracassada de venda da empresa a Gérman Efromovich. Movimentos que surgiram depois de uma denúncia anónima ter chegado à Polícia Judiciária (PJ).

Fernando Pinto, que está à frente da TAP desde 2000, foi então chamado para responder a perguntas no âmbito de uma investigação conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Ainda no início do Verão de 2013, a PJ fez buscas nas instalações da transportadora aérea. Os inspectores levaram documentação da empresa.

A Groundforce é actualmente detida em 49% pela transportadora aérea estando a maioria do capital nas mãos do grupo português Urbanos. Uma das questões em causa no processo prende-se com a facturação de serviços da empresa à TAP, que é a sua principal cliente, bem como a estrutura de custos da operadora de assistência em terra, que foi alvo de profundas reestruturações fruto dos prejuízos que acumulava.

A inquirição também se centrou na compra de aviões à Airbus, bem como na tentativa fracassada de privatização da companhia a Gérman Efromovich, em Dezembro de 2012.
Segundo noticiou esta terça-feira o Diário Económico, o grupo Urbanos avançou na segunda-feira com uma providência cautelar para travar a privatização da TAP. De acordo com o jornal, o grupo liderado por Alfredo Casimiro contesta o facto de não ter sido consultado, no âmbito do processo de privatização da transportadora, sobre a possibilidade de opção de compra do restante capital da Groundforce.

O controlo de 100% do capital da Groundforce era um objectivo assumido de Alfredo Casimiro para poder “iniciar um processo de internacionalização” da empresa, como adiantou ao PÚBLICO em Maio do ano passado, referindo mercados potenciais como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Marrocos, Emirados Árabes Unidos e mesmo o Brasil.

 

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