segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Passos apresenta programa de Governo e da sua liderança na oposição

Passos apresenta programa de Governo e da sua liderança na oposição

Passos apresenta programa de Governo e da sua liderança na oposiçãoPassos apresenta programa de Governo e da sua liderança na oposição:No debate do programa de Governo, Passos apresentou o discurso que fará na oposição e deixou claro que não dará vida fácil a um governo de António Costa. Mas apresentou também aquele que seria o seu programa, caso o deixassem governar.

E anunciou a escolha que está perante os portugueses, entre o realismo que ajudou a sair da crise e a ideologia que ameaça os resultados. A dramatização foi total.
Uma perda de tempo? Passos garante que não

Passos Coelho não tem dúvidas de que o debate do programa de Governo que amanhã deverá ser chumbado não é uma perda de tempo. Num discurso de 14 páginas, o primeiro-ministro apresentou a escolha que se fará nos próximos tempos: entre o que considera ser uma política sustentada que garante o futuro e uma política de "irresponsabilidade" que põe em risco o que se conseguiu no último mandato.

Num tom muito duro, dramatizou as consequências do acordo às esquerdas para explicar que esse é, em seu entender, um caminho que pode levar a uma nova crise económica e financeira.

"Estamos assim nesta fase crucial em que é devida a demonstração de que os políticos aprenderam com os erros do passado e não estão disponíveis para os voltar a cometer", disse Passos, que não poupou críticas ao que considera serem "jogadas" para chegar ao poder, que põem em causa o futuro do país.

"A austeridade nunca foi uma questão de escolha, mas sim uma necessidade", frisou, defendendo que o caminho seguido pelo anterior Governo foi o único possível para alcançar resultados económicos e financeiros que fazem com que várias instituições, do Banco de Portugal à OCDE, passando pela UTAO prevejam um défice abaixo dos 3%, a caminho da saída dos procedimentos por défice excessivo.

"Para crescer sustentadamente e acabar com a ditadura financeira, que impõe a falta de escolha, é preciso saber vencer a barreira de plausibilidade e de boas contas públicas, honrando compromissos e pagamentos", afirmou Passos, que rejeitou a ideia de que há ideologia por trás do caminho escolhido.

As "jogadas" de Costa e o "realismo" de Passos

"Não nos deixemos equivocar. Não há nada de ideológico em assumir programas de ajustamento", argumentou o primeiro-ministro, defendendo que "há é tudo de irresponsabilidade nas causas que lhe dão origem".

O ataque a António Costa foi contínuo e direto. "Nenhum programa de Governo digno desse nome pode assentar a sua pedra angular, e ainda menos a sua justificação política, na necessidade de impor escolher que ameacem a recuperação que o país está a fazer ao remeter para o falso plano ideológico o que só deve ser equacionado dentro das condições realistas que enfrentamos", atacou.

"Quando se tem um nível de dívida pública superior a 100% do PIB não se deve ser complacente nas escolhas financeiras", lançou Passos Coelho, apresentando o seu programa de Governo como o único "que concilia ambição e realismo".

"Estou confiante de que as escolhas que aqui propomos são aquelas que mais defendem os portugueses", disse, avisando que a alternativa "terá um custo muito maior num futuro próximo".

O discurso de Passos apontou o caminho para o que será a oposição feita por PSD e CDS a um governo de António Costa, mas serviu também para apontar as virtudes da política da coligação e a necessidade de "completar o ciclo reformista" para não deixar o país andar para trás.

O risco de andar para trás

Estabilidade, responsabilidade e compromisso foram os pilares definidos por Passos Coelho para o seu programa de Governo.

Mesmo de saída e num Governo com a morte anunciada, Passos quis deixar claro que o programa que apresentou é o seu é não outro com cedências a forças políticas que não se mostraram disponíveis para dialogar com a coligação Portugal à Frente.

Para Passos, são grandes os riscos de reverter e não concluir as reformas feitas em áreas como a Defesa, Justiça, mercado laboral, Saúde e Educação, mas também as privatizações e concessões.

Passos Coelho deixou bem claro que não vai deixar cair a defesa da ideia da falta de legitimidade eleitoral de um governo de Costa.

"Bem sei que, para muitos, esta discussão é uma grande perda de tempo. Nunca será uma perda de tempo dar expressão à escolha popular realizada em eleições e traduzida numa vontade de Governo", atirou, reforçando que "não será nunca certamente qualquer perda de tempo mostrar respeito por essa escolha popular e assumir, com transparência e sem quaisquer subterfúgios, a responsabilidade de assumir escolhas diferentes, fundamentando-as e suportando- as no exercício do mandato parlamentar".

Passos diz presente na oposição

Foi também já Passos, o líder da oposição, que se apresentou nesta segunda-feira no Parlamento. O líder do PSD deixou claro que não está de saída é que não dará vida fácil a António Costa.

"Assumo a responsabilidade de não colaborar, e de me opor, a uma política negativa, de ruína de Portugal, em que os portugueses são vistos como meros instrumentos de jogadas políticas de poder", afirmou, sem deixar de mostrar o desconforto com o precedente aberto de não deixar governar a força política com mais votos nas legislativas.

"Não escondo a apreensão com que olho para as promessas de novas convenções que alguns partidos querem trazer para este mandato", atirou logo no início de um discurso que terminou com uma longa salva de palmas, mas que quase não recebeu aplausos enquanto Passos falou.

O ambiente é tenso entre as hostes da coligação de direita e só aqueceu depois de o deputado socialista Pedro Nuno Santos intervir, suscitando imprecações nas bancadas do PSD e do CDS.

 

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