domingo, 20 de dezembro de 2015

Óleo Vegetal Faz Mal à Saúde?

Óleo

Embora o óleo vegetal seja conhecido há milênios, foi a gordura animal quem sempre ocupou um espaço de destaque em nossa dieta ao longo da história. Foi somente em meados do século passado que os óleos vegetais começaram a ser produzidos em grande escala, substituindo as gorduras animais e se tornando a principal fonte de lipídios em nossa alimentação.
Um dos motivos para essa substituição seria o fato do óleo de origem vegetal não conter colesterol e ter menos gordura saturada, duas substâncias associadas pela comunidade médica a um aumento no número de doenças cardiovasculares na população.

No entanto, apesar da redução dos níveis de gordura animal na dieta, a obesidade só tem aumentado e a população sofre cada vez mais (e mais cedo) com doenças cardíacas.
Será então o caso de nos perguntarmos se o óleo vegetal faz mal à saúde? Ou será que na verdade ele é saudável por ser produzido a partir de plantas?

Tipos de óleo vegetal

Os principais óleos vegetais de importância comercial são:
  • Soja;
  • Canola;*
  • Girassol;
  • Milho;
  • Amendoim;
  • Azeite;
  • Palma;
  • Algodão.
*A canola é na verdade resultado da modificação genética da colza, uma planta que naturalmente produz um óleo tóxico. A planta modificada recebeu o nome de canola, e seu óleo é extraído a partir das sementes.
Somente nos Estados Unidos são consumidas todos os anos 26 milhões de toneladas de óleo de soja, seguidas por outras 23 milhões de toneladas de óleo de palma. O óleo de canola é o terceiro mais consumido pelos americanos, que o utilizam sobretudo para suas famosas frituras.

Produção do óleo

Os óleos vegetais são em geral produzidos de duas maneiras:
  • Extração química: O óleo é extraído quimicamente com a utilização de solventes, o que torna o processo mais rápido e barato. Entre os solventes mais utilizados está o hexano, uma substância derivada do petróleo;
  • Extração mecânica: Também conhecida como extração física, esse método não utiliza solventes. O processo é puramente mecânico, utilizando o sistema de prensa. Trata-se do sistema mais utilizado para a extração de óleos comestíveis na Europa, pois os habitantes do velho continente são bastante sensíveis à questão ambiental e também há controvérsias sobre a utilização de produtos químicos em seus alimentos, como é o caso do hexano.
Embora em tese alguns tipos de óleo possam ser extraídos de outras partes das plantas, a quase totalidade do óleo vegetal produzido no mundo é produzida a partir das sementes.

Gordura hidrogenada

Os óleos vegetais contêm predominantemente gordura insaturada, que pode ser dividida em monoinsaturada e poli-insaturada. Em estado natural, essas gorduras são líquidas em temperatura ambiente.
Os óleos insaturados podem passar por um processo chamado de hidrogenação, que aumenta o seu ponto de fusão. Esse método torna o óleo sólido e mais resistente à oxidação, reduzindo assim sua rancidez e permitindo seu uso por mais tempo.
Na prática, significa que alimentos industrializados produzidos com gordura hidrogenada possuem um prazo de validade maior, como é o caso de biscoitos, salgadinhos e alimentos congelados. Isso também vale para a utilização em fritadeiras, pois a gordura hidrogenada pode ser reutilizada mais vezes que o óleo vegetal comum.
Além de produzir ácidos graxos insaturados, a hidrogenação pode também resultar na produção de gordura trans, um tipo de ácido graxo relacionado ao surgimento de doenças cardíacas.

Óleo Vegetal x Gordura Animal

Como o nome já esclarece, as gorduras animais são lipídios derivados de qualquer animal. Banha, manteiga e bacon são algumas das formas mais comuns de lipídios de origem animal presentes na dieta ocidental. Atualmente, os animais que fornecem a maior parte desse tipo de gordura para consumo humano são os bovinos e suínos, seguidos pelas aves e peixes.
E ao contrário dos óleos vegetais, as gorduras animais são sólidas em temperatura ambiente.
Além de possuir colesterol e alto teor de ácidos graxos saturados, a gordura animal também possui um ponto de fumaça maior que a maioria dos óleos vegetais. Ponto de fumaça é a temperatura a partir da qual os componentes nutritivos do óleo passam a ser degradados, e substâncias nocivas à saúde começam a ser formadas. Na prática, significa dizer que você pode esquentar mais o óleo vegetal que um óleo de origem animal sem oferecer os mesmos riscos à saúde.
No entanto, o consumo de frituras feitas com ácidos graxos de origem vegetal ou animal devem ser ambos evitados.

Problemas com o óleo vegetal

Uma das principais razões que profissionais da área médica usam para afirmar que o óleo vegetal faz mal à saúde é o seu alto teor de Ômega 6. Em excesso, esse tipo de ácido graxo poli-insaturado é nocivo ao organismo, estando ligado ao surgimento de inflamações e problemas do coração.
Para um funcionamento adequado, nosso corpo necessita que a proporção de Ômega-6 e Ômega-3 seja de 1:1. O excesso de Ômega-6 dos óleos vegetais pode alterar essa proporção, deixando-a muitas vezes em 2:1.
Pesquisadores têm afirmado que a demonização da gordura animal nas últimas décadas elevou drasticamente o consumo de óleo vegetal, de maneira que hoje é possível encontrar populações onde a proporção de Ômega-6 para Ômega-3 está em assombrosos 16:1.
E não podemos nos esquecer de que as inflamações celulares estão por trás das principais doenças ocidentais: diabetes, obesidade, câncer e doenças cardiovasculares.
Além disso, os óleos vegetais estão sujeitos a uma maior oxidação, devido ao seu alto teor de gorduras poli-insaturadas: isso significa que há um maior risco de formação de compostos tóxicos em nosso organismo. Estudos recentes têm ligado o consumo de óleos vegetais a uma maior incidência de alguns tipos de câncer.
Óleos vegetais que você deve evitar devido ao seu alto teor de Ômega-6:
  • Soja;
  • Canola;
  • Milho;
  • Girassol;
  • Arroz;
  • Gergelim.
E é claro que, além do excesso de Ômega-6, os óleos vegetais acima ainda passam por extração química, processo esse que pode também causar danos à saúde e podem ser mais um ponto em que o óleo vegetal faz mal à saúde. Veja por exemplo como é produzido o óleo de canola:

Nem todo óleo vegetal faz mal à saúde

Embora nós possamos certamente afirmar que o consumo excessivo de óleo vegetal faz mal à saúde, é importante ressaltar que nem todos eles são iguais.
Alguns óleos possuem baixo teor de Ômega-6, sendo excelentes para a saúde. São eles:
  • Azeite;
  • Óleo de coco;
  • Óleo de Abacate.
Recomenda-se, inclusive, o consumo diário desses óleos vegetais saudáveis, pois eles ajudam a elevar as taxas de HDL no sangue- o “bom colesterol”. Altas taxas de HDL auxiliam a função protetora do sistema cardiovascular, evitando problemas como arteriosclerose e infarto.
Portanto, embora a indústria tenha tentado vender (mais caro) a imagem do óleo de girassol e canola como alternativas saudáveis ao óleo de soja, a verdade não é bem essa. Vale a pena pagar um pouquinho mais e adquirir o azeite extra virgem ou o óleo de coco para fazer parte da sua alimentação diária.


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