segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Refrigerantes e Energéticos Podem Estar Associados à Morte de 184 Mil Pessoas Por Ano

8aboaforma

Refrigerantes e Energéticos Podem Estar Associados à Morte de 184 Mil Pessoas Por Ano: Quem nunca ouviu alguém dizer ou leu em algum lugar que tomar muito refrigerante faz mal à saúde? Fato é que mesmo tendo uma fama não muito boa em relação aos efeitos que pode causar ao nosso organismo, a bebida ainda é bastante popular, visto que uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os anos de 2008 e 2009 revelou que os brasileiros a partir de dez anos de idade consomem juntos mais de 15 milhões de litros de refrigerante por dia.

Pois bem, se você é daqueles que se encaixa nessa estatística e tudo o que você já aprendeu sobre a bebida gaseificada ainda não te impulsionou a tomar a decisão de cortá-la ou ao menos reduzir o seu consumo, hoje nós te trazemos mais um motivo para que você faça isso: de acordo com uma pesquisa publicada no jornal Circulation(Circulação, em inglês) a ingestão de bebidas adocicadas como refrigerantes e energéticos pode estar associada à morte de 184 mil adultos por todo o mundo a cada ano.

O estudo foi realizado pelo reitor da Escola Friedman de Ciência e Política de Nutrição da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, o Dr. Dariush Mozaffarian, junto de seus colaboradores. Para chegar a esse resultado, a equipe de cientistas analisou 62 pesquisas sobre alimentação de 51 países e os dados referentes à disponibilidade do açúcar em 187 países. Com isso, eles avaliaram dados relacionados a aproximadamente 612 mil pessoas coletados entre os anos de 1981 e 2010.

Os pesquisadores focaram o estudo em refrigerantes com açúcar, sucos de frutas, bebidas energéticas e esportivas, chás gelados adocicados e bebidas caseiras com açúcar que tivessem no mínimo 50 calorias por porção. Eles excluíram de sua análise os sucos feitos exclusivamente com frutas.

Então, para entender como essas bebidas podem afetar a saúde em relação ao Índice de Massa Corporal (IMC), diabetes, doenças cardiovasculares e cânceres, os responsáveis pelo estudo buscaram outros trabalhos científicos que pudessem fornecer essas informações.
Assim, eles finalmente chegaram à estimativa que no ano de 2010, as bebidas ricas em açúcar podem ter sido as responsáveis por 133 mil mortes causadas pelo diabetes, 45 mil falecimentos ocasionados por doenças cardiovasculares e 6.450 óbitos motivados pelo câncer.

Os cientistas também notaram que os efeitos desse tipo de bebida podem variar de país para país. Por exemplo, enquanto no Japão a taxa de mortalidade associada ao consumo desse produto ficou abaixo de 1% para os habitantes com idade acima de 65 anos, no México esse percentual foi de 30% para os falecidos com menos de 45 anos de idade.

Os países campeões em óbitos possivelmente motivados pela ingestão de bebidas açucaradas foram o México e os Estados Unidos. Em primeiro lugar, os mexicanos registraram 405 falecimentos a cada 1 milhão de adultos – o que equivale a 24 mil mortes -, e na segunda colocação os americanos tiveram 125 mortes a cada 1 milhão de habitantes adultos – o que corresponde a 25 mil óbitos.

“É um único elemento da dieta com nenhum valor (benéfico) à saúde causando milhares de mortes por dia. É hora de remover as bebidas açucaradas do abastecimento de alimentos”, afirmou o Dr. Mozaffarian.

Associação Americana de Bebidas contestou o resultado da pesquisa


A Associação Americana de Bebidas, um órgão que representa empresas fabricantes de refrigerantes nos Estados Unidos, discordou dos resultados apresentados no estudo realizado pela Universidade de Tufts e afirmou que a pesquisa não mostra que a ingestão de bebidas adocicadas causa doenças crônicas.

“As companhias de bebidas americanas estão fazendo a sua parte para oferecer aos consumidores informações baseadas em fatos e as opções de bebidas que eles necessitam para fazer as melhores escolhas para eles e suas famílias”, defendeu-se a associação em seu pronunciamento.

Do outro lado, o Dr. Mozaffarian retrucou: “Você poderia dizer que ele não é perfeito (o estudo), mas eu acho que se a indústria de bebidas diz que não temos certeza que o refrigerante causa obesidade, eles estão colocando as suas cabeças debaixo da areia. E nós não estamos incluindo os outros impactos como dor nas costas, cálculo biliar e doença na articulação que são causadas pela obesidade.”

Outros especialistas da área da saúde demonstraram apoio ao pesquisador e seus colaboradores. Para o professor-associado de saúde internacional e diretor do Centro Global de Prevenção à Obesidade da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, o Dr. Bruce Lee, a expectativa é que o estudo aumente a conscientização em relação ao uso desse tipo de produto.

Além disso, ele acredita que as pessoas deveriam prestar maior atenção no que o consumo de bebidas ricas em açúcar causa.

Por sua vez, a professora de nutrição e dietética do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, também localizada nos Estados Unidos, Liz Ruder, pensa que os métodos utilizadas pelos pesquisadores tornam o experimento confiável: “Pelos autores terem utilizarado técnicas sofisticadas de estatística e possuírem dados ricos sobre o consumo de alimentos, eu creio que esses dados são provavelmente acurados.”

O Dr. Mozaffarian, que prefere ver as pessoas utilizando adoçantes artificiais em suas bebidas a consumindo os produtos adocicados com açúcar, espera agora que o governo faça mudanças em relação ao uso da substância, similar ao o que foi feito no México, onde a ingestão de açúcar foi reduzida depois do país ter colocado tributação sobre o produto.
“Eu acho que essa é uma política muito fácil, que aumenta a receita enquanto resolve problemas de saúde”, afirmou.

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