quarta-feira, 1 de junho de 2016

Capsaicina – O Que é, Benefícios e Efeitos

Capsaicina
CapsaicinaCapsaicina é um tipo de capsaicinóide, um composto químico encontrado em todas as pimentas, sobretudo as vermelhas e picantes. É exatamente essa substância que confere a determinadas pimentas uma ardência bastante característica.

Felizmente para nós, a capsaicina não serve apenas para melhorar o sabor das receitas, já que estudos indicam que o composto traz uma série de benefícios à saúde.
O que é a capsaicina exatamente?
Podemos definir a capsaicina como sendo uma substância inodora, incolor e insolúvel em água. Ela é produzida pelas plantas, em especial as pimentas (é possível também encontrar capsaicina no gengibre, mas em quantidade moderada).
Todas as pimentas contêm capsaicina (que serve para defendê-las contra o ataque de potenciais predadores), mas o teor da substância varia entre os diversos componentes do gênero Capsicum.
Em pequenas concentrações, a capsaicina promove uma sensação de calor na boca, bastante familiar a quem tem o hábito de consumir pimentas ardidas. Em doses maiores, a substância promove um estímulo excessivo dos neurônios sensoriais e acaba causando um pouco de dor.
Efeitos da Capsaicina
A capsaicina tem atividade anti-inflamatória e analgésica, podendo ser utilizada para o tratamento de dores causadas por doenças reumáticas. O composto também tem efeito antioxidante e protetor do sistema cardiovascular.
Outras propriedades da capsaicina:
  • Fortalece o sistema Imunológico;
  • Previne determinados tipos de câncer;
  • Acelera o metabolismo;
  • Previne o diabetes;
  • Descongestiona as vias nasais;
  • Melhora a circulação;
  • Combate a depressão.
Como mencionamos acima, quanto maior a ardência de uma pimenta, maior será o seu teor de capsaicina.
Algumas das pimentas mais fortes do Brasil são a malagueta, cumari, chili (uma variedade da malagueta), pimenta- de-cheiro (algumas variedades são mais ardidas que outras), dedo-de-moça e a caiena.
A capsaicina emagrece?
É claro que seria ótimo poder acrescentar apenas um pedacinho de pimenta à dieta e em pouco tempo começar a ver as gorduras derreterem. Mas, se por um lado não podemos afirmar que a capsaicina emagrece, a boa notícia é que a substância pode sim ser uma boa aliada da perda de peso.
style=”text-align: left;” align=”center”>Ou seja: a capsaicina tem propriedades que a tornam uma ótima adição ao cardápio de quem está com alguns quilos a mais. Entenda como a capsaicina pode ajudar na luta contra a balança:

– Apetite
Um estudo publicado em 2009 no periódico científico Clinical Nutrition demonstrou que a capsaicina pode promover uma redução do apetite.
No experimento, desenvolvido com 27 participantes saudáveis, pesquisadores observaram que a combinação capsaicina + chá verde ajudou os voluntários a sentirem menos fome. E, como resultado, houve um consumo menor de calorias ao longo do dia.
Outra pesquisa publicada no mesmo ano (desta vez no European Journal of Nutrition) sugere que um dos mecanismos (o outro seria a modulação de genes envolvidos com a saciedade) pelos quais a capsaicina pode controlar o apetite é a inibição da liberação de grelina, um hormônio que aumenta a sensação de fome.
Por último, conforme um artigo publicado no New York Times, comer um molho apimentado antes da refeição pode resultar em uma ingestão de até 200 calorias a menos durante o prato principal.
– Metabolismo
Além de reduzir a vontade de comer, a capsaicina também acelera o metabolismo. De acordo com uma ampla revisão científica publicada em 2012 na revista Appetite, a substância pode aumentar o gasto energético do organismo em até 50 calorias.
Este resultado pode ser explicado pelas propriedades termogênicas da capsaicina. O composto químico se liga aos receptores de calor na pele e aumenta a temperatura corporal. E o que isso significa?
Para quem está tentando emagrecer, um aumento do metabolismo se traduz numa maior mobilização das reservas de gordura. Ou, de maneira resumida, a capsaicina ajuda a queimar gordura pois eleva a temperatura do organismo.
– Gordura
Mais um dos benefícios da capsaicina para a perda de peso: ela dificulta o acúmulo de gordura no corpo.
Em uma pesquisa publicada em 2010 no Journal of Proteome Research, animais de laboratório foram divididos em três grupos: dieta normal, dieta com alto teor de gordura e dieta com alto teor de gordura + capsaicina.
Ao final do estudo (que teve a duração de dois meses), foi constatado que todos os animais engordaram. Porém, o grupo que recebeu capsaicina ganhou 8% menos peso que os demais animais.
Para os cientistas autores da pesquisa, esses valores são um resultado direto da ação da capsaicina, que regula genes envolvidos no processo de acúmulo de gordura.
Portanto, a capsaicina não apenas queima as gorduras previamente estocadas no organismo, como também impede que novas reservas sejam formadas (sobretudo na região abdominal).
Outros benefícios da capsaicina
Confira outros efeitos da capsaicina no organismo:
1. Melhora o Humor
O corpo reage à sensação de “queimação” gerada pela capsaicina através da liberação de endorfina, um neurotransmissor que impede que os neurônios transmitam os sinais de dor.
Ao mesmo tempo, o cérebro também libera dopamina, outro neurotransmissor que, assim como a dopamina, exerce um efeito relaxante e está associado à sensação de bem estar.
Para muitos, aliás, essa seria uma das explicações possíveis para o hábito que muitas pessoas têm de consumir pimentas extremamente picantes (a recompensa pelo “sacrifício” seria uma melhora do astral).
– Antioxidante e Anti-inflamatória
Estudos publicados na última década têm comprovado as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da capsaicina.
A substância inibe alterações bioquímicas induzidas pela exposição à radiação, e reduz a oxidação dos lipídios (prevenindo, entre outras condições, um aumento do colesterol LDL) e proteínas.
A capsaicina também tem a capacidade de minimizar a perda de função das enzimas superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase, duas poderosas defesas antioxidantes do organismo.
Portanto, além de combater danos celulares causados pelos radicais livres gerados pela radiação, a capsaicina também serve para proteger o organismo contra o estresse oxidativo causado pelos raios ultravioleta, poluição e substâncias químicas encontradas nos alimentos.
– Controle da Glicose
Segundo um estudo publicado no prestigioso American Journal of Clinical Nutrition, a capsaicina pode ser bastante benéfica para portadores de diabetes.
Na pesquisa, cientistas observaram que refeições contendo pimenta promoviam uma redução na quantidade de insulina necessária para baixar os níveis de glicose.
Ou seja, a capsaicina melhora o metabolismo da glicose, prevenindo quadros de hipo ou hiperglicemia.
– Analgésico natural
A estrutura química da capsaicina estimula terminações nervosas sensíveis à dor, o que, evidentemente, causa a sensação desconfortável que sentimos após comer uma pimenta bastante ardida.
Os neurônios que foram ativados pela capsaicina liberam um neurotransmissor conhecido como “substância P”. Esta, por sua vez, transmite a sensação de dor para o cérebro. E como a capsaicina funciona para reduzir a dor?
Ao promover a liberação de uma grande quantidade de substância P, a capsaicina reduz drasticamente a quantidade do neurotransmissor disponível para sinalizar outros processos dolorosos.
Como resultado, ainda que uma determinada parte do corpo esteja tentando enviar um sinal de dor para o cérebro, o desconforto será amenizado, já que a comunicação ficou prejudicada pela ausência de substância P.
Essa propriedade da capsaicina torna-a uma alternativa para o tratamento da artrite, fibromialgia, neuropatia diabética, lombalgia, psoríase e até mesmo dores musculares.
– Protege o coração
Pesquisadores da Chinese University of Hong Kong descobriram que a capsaicina reduz os níveis de colesterol no sangue. Ao mesmo tempo, a substância bloqueia um gene que promove a contração das artérias (efeito que poderia causar um perigoso bloqueio para a passagem de sangue).
Outros estudos têm demonstrado que animais que são suplementados com capsaicina apresentam uma redução nas taxas de colesterol e de triglicérides.
Como níveis alterados de colesterol LDL e triglicérides são dois dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, estes resultados indicam que a capsaicina pode ser utilizada (em combinação com outras medidas) para prevenir complicações cardíacas.
– Previne o Câncer
Alguns dos efeitos da capsaicina mais promissores parecem estar no combate ao câncer.
Quando expostos ao composto químico, tumores de próstata encolheram em até 80%. Outras pesquisas demonstraram que a capsaicina é capaz de destruir células de câncer de pulmão e pâncreas.
A capsaicina produz esse efeito porque induz a apoptose celular – ou a morte programada das células cancerígenas.
– Reduz a pressão arterial
Uma série de estudos sugere que a capsaicina pode ajudar a controlar a pressão arterial. Em um dos mais recentes, publicados no periódico Cell Metabolism, pesquisadores observaram que o consumo de capsaicina em longo prazo foi o responsável por uma redução na pressão de ratos geneticamente hipertensos.
Para os autores do estudo desenvolvido na China, a capsaicina tem esse efeito porque é capaz de ativar determinados canais no interior das artérias. Como resultado dessa ativação, há um aumento na produção de ácido nítrico, um gás que protege os vasos sanguíneos contra possíveis inflamações e danos oxidativos.
Além disso, o óxido nítrico também promove uma dilatação das artérias – efeito que melhora a circulação e influencia diretamente na pressão arterial.
Precaução
Quando utilizada de maneira adequada, a capsaicina não traz efeitos colaterais. Em algumas pessoas, no entanto, a substância pode causar desconforto gastrointestinal.
Caso a opção seja pelo uso tópico do composto, é possível que uma sensação de queimação esteja presente por alguns minutos após a aplicação do creme de capsaicina. Doses elevadas do produto podem irritar a pele e até mesmo causar bolhas.
Lembre-se de sempre consultar seu médico antes de iniciar o tratamento com capsaicina.
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Alimentos que Aceleram o Metabolismo

Alimentos que aceleram metabolismo


Na luta diária contra a balança não existem milagres, mas é possível contar com a ajuda de determinados alimentos que aceleram o metabolismo e facilitam a queima de gordura.

Seja através da ação termogênica ou mesmo pela função desintoxicante, alguns itens do cardápio podem melhorar o funcionamento do corpo e garantir que seus esforços à mesa e na academia não sejam em vão.

Mas o que exatamente é o metabolismo?

O metabolismo pode ser definido como o processo pelo qual nosso corpo converte os alimentos que consumimos em energia. Durante uma sequência de eventos bioquímicos altamente complexos, as calorias daquilo que comemos ou bebemos é combinada com oxigênio para poder liberar o combustível de que nosso corpo necessita para funcionar adequadamente.

Mesmo quando estamos em repouso- dormindo ou simplesmente descansando- nosso corpo precisa de energia para manter suas funções vitais, como a respiração, a circulação sanguínea e a regeneração das células.

Ao total de calorias gastas apenas para manter estas funções vitais “básicas” dá-se o nome de taxa de metabolismo basal. Ou, como nos acostumamos a ouvir, simplesmente nosso metabolismo.

Além da idade (o metabolismo cai acentuadamente a cada década após os 30 anos), o sexo (homens têm uma taxa metabólica maior, pois possuem mais massa muscular) e a composição corporal também influenciam no valor da taxa metabólica basal.

A prática de atividade física moderada ou intensa e o consumo de determinados alimentos (como os termogênicos, que aumentam a temperatura interna) são duas maneiras de acelerar o metabolismo naturalmente.

Lista de Alimentos que Aceleram o Metabolismo

Como vimos acima, para acelerar o metabolismo é preciso se exercitar e fazer modificações na dieta. Confira quais alimentos devem fazer parte do seu cardápio diário para estimular a queima de gordura e facilitar a perda de peso:

1- Pimenta

pimenta metabolismoA pimenta figura em todas as listas de alimentos termogênicos porque seu principal componente ativo, a capsaicina é um potente estimulante do metabolismo. Por isso tem se falado muito que a pimenta emagrece.
Pesquisadores da Aarhus University da Dinamarca descobriram que o consumo regular de capsaicina está associado a um aumento da termogênese, e esta por sua vez aumenta a temperatura corporal e o metabolismo.
Uma pesquisa realizada na Coréia do Sul demonstrou ainda que a capsaicina tem o potencial de reduzir a atividade de enzimas responsáveis pela síntese de gordura, prevenindo assim a maturação dos adipócitos e o aumento do percentual de gordura corporal.Ou seja: a pimenta eleva a temperatura do corpo, que precisa utilizar os próprios estoques de gordura para obter combustível para reestabelecer a temperatura basal. Para cada grau Celsius de elevação da temperatura o metabolismo aumenta em 10 a 13% – ou algo em torno de 100-130 calorias a mais todos os dias.

2- Peito de Peru

peru metabolismoO peito de peru é um grande aliado do emagrecimento por uma série de fatores. Primeiro, porque fornece proteínas completas com um baixo teor de gordura saturada. E você já sabe que os aminoácidos são os “blocos” construtores das proteínas musculares, que por sua vez precisam de energia para se manterem ativas.
Segundo, porque contém triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, o neurotransmissor que ajuda a reduzir a vontade de comer carboidratos refinados.
E assim como as demais carnes magras o peru é fonte creatina, um composto que os músculos utilizam para estocar energia.
Por último, porque as proteínas magras requerem tanta energia do corpo durante a digestão que acabam acelerando o metabolismo, o que favorece a queima de gordura.

3- Gengibre

gengibre metabolismoAssim como a pimenta, o gengibre é um alimento termogênico, ou seja, ele tem o potencial de elevar a temperatura corporal. Quando isso ocorre, o corpo necessita de mais energia para garantir o aceleramento de suas funções, e ela será obtida exatamente através da queima de gordura.
O efeito termogênico do gengibre se deve às suas propriedades vasodilatadoras, ou seja, a raiz aumenta o diâmetro das artérias e aumenta o fluxo sanguíneo. Mais sangue circulando leva a um pequeno aumento da temperatura, efeito que acaba por elevar o metabolismo e queimar mais calorias.
Uma pesquisa publicada em 2012 no periódico científico Metabolism relatou que participantes que haviam consumido gengibre diariamente apresentaram níveis maiores de termogênese, ao mesmo tempo em que tiveram uma redução do apetite.
A raiz também ajuda o metabolismo de maneira indireta ao promover a produção de bile e estimular a secreção de sucos gástricos (a digestão mais eficiente garante mais energia para ser queimada pelo corpo).

4- Lentilha

lentilha-metabolismoAs lentilhas não servem apenas para dar sorte no Ano Novo. As plantas da mesma família do feijão são riquíssimas em ferro, um dos minerais de que mais necessitamos mas que frequentemente está deficiente em nossa alimentação.
Ao lado da niacina e da vitamina B6, o ferro participa da produção de L-carnitina, um nutriente que é responsável pelo transporte de ácido graxo para dentro das células, onde serão utilizados para o fornecimento de energia.
A L-carnitina também promove a liberação dos triglicérides para a circulação, de onde serão carregados para os músculos (que irão utilizá-los como fonte alternativa de energia quando os estoques de glicogênio tiverem se esgotado).
Uma única xícara de lentilha cozida fornece 35% da nossa necessidade diária de ferro, além de 18 gramas de proteína e 16 gramas de fibra alimentar.

5- Amêndoas

amendoas-metabolismoTodas as nozes e castanhas são alimentos que aceleram o metabolismo, pois são ótimas fontes de gorduras insaturadas. Mas as amêndoas saem na frente, pois além das gorduras boas ainda contêm cálcio e magnésio, dois minerais essenciais para a produção de melatonina.
Sintetizado na glândula pineal, o hormônio não apenas garante uma boa noite de sono como também favorece a queima de gordura. Isso porque, de acordo com um estudo publicado noJournal of the Pineal Research, a melatonina aumenta a concentração de gordura marrom, um tipo de tecido adiposo que é especializado na produção de calor (termogênese).
E tem mais: a amêndoa ainda é uma excelente fonte de proteínas (são 21 g a cada 100g do alimento), e como para degradá-las é necessário muita energia, você estará acelerando seu metabolismo ao ingerir uma pequena porção da semente.
Mas não exagere: um punhado de amêndoas contém cerca de 270 calorias, e quase 25 gramas de gordura. Também fique longe das amêndoas torradas com sal, que contêm sódio em excesso e favorecem a retenção de líquidos.

6- Chá Verde

cha-verde-metabolismoHá séculos os asiáticos tomam chá verde após as refeições para facilitar a digestão e manter a saúde. E não por acaso eles apresentam os menores índices de massa corporal e as maiores taxas de longevidade do planeta.
A planta conhecida como Camellia sinensiscontêm epigalocatequina, um tipo de fitonutriente que estimula o corpo a queimar gordura abdominal.
Estudos indicam que as catequinas reduzem:
  • a diferenciação e proliferação das células dos adipócitos.
  • a lipogênese (síntese de ácidos graxos e triglicérides).
  • o percentual de gordura corporal.
  • colesterol, glicose e insulina.
Ao mesmo tempo, a epicatequina aumenta a concentração de adiponectina, o hormônio que reduz as inflamações, melhora o metabolismo da glicose e da insulina e favorece a queima de gordura.
Um estudo publicado no The Journal of Nutrition revelou que voluntários que se exercitaram e tomaram chá verde regularmente queimaram mais calorias do que aqueles que apenas praticaram atividade física.
E não podemos nos esquecer de que o chá verde ainda contém cafeína, um poderoso termogênico natural que possui ação neuroestimulante e ajuda a reduzir as taxas de gordura corporal.
Três xícaras de chá verde (sem açúcar) ao dia podem queimar até 80 calorias- ou o equivalente a uma fatia de pão integral com manteiga light.

7- Atum

atum-metabolismoSeja cru na forma de sashimi ou grelhado, o atum está recheado de benefícios para a saúde. O peixe de água fria é fonte de ácidos graxos ômega 3, que estimulam a produção de leptina, o hormônio que está ligado à saciedade.
O ômega 3 também melhora o metabolismo da glicose, aumentando a sensibilidade à insulina. Como resultado, há uma menor liberação do hormônio, que em excesso na circulação pode facilitar o acúmulo de gordura e reduzir a utilização dos ácidos graxos como fonte de energia.
Além disso, o peixe é fonte de proteínas de alto valor biológico, que exigem mais calorias durante a digestão e estimulam a formação de tecido muscular. E quanto maior a quantidade de massa magra no corpo, mais acelerado será o metabolismo.
Ou seja: o consumo de atum pode não apenas dificultar o acúmulo de gordura como também facilitar a utilização da gordura já acumulada no corpo (sobretudo no abdômen).

8- Grapefruit (toranja)

grapefruit metabolismoApesar de pouco conhecida no Brasil, a fruta conhecida por aqui como toranja é um excelente alimento para acelerar o metabolismo. Isso porque a grapefruit contém naringenina, um antioxidante que pesquisadores norte-americanos descobriram que melhora o metabolismo da glicose.
A naringenina ajuda o corpo a utilizar a insulina de maneira mais eficiente, facilitando o controle da glicemia sanguínea e aumentando a queima de gordura.
A fruta ainda é uma ótima fonte de vitamina C, nutriente que combate o estresse oxidativo que danifica as células e causa alterações no metabolismo.
Em um estudo realizado pela Vanderbilt University nos Estados Unidos, pesquisadores observaram que participantes que haviam seguido uma dieta contendo suco de toranja perderam cerca de 7,1% do peso corporal total após 12 semanas. Os voluntários também apresentaram uma diminuição no percentual de gordura corporal e na circunferência abdominal.
Embora o resultado acima tenha sido observado com a ingestão do suco da fruta, a melhor maneira de encaixar o grapefruit na dieta é através do consumo da fruta inteira, que contém fibras que estimulam a saciedade.

9- Iogurte

iogurte metabolismoOs laticínios de uma maneira geral são todos alimentos que aceleram o metabolismo, pois são fonte de cálcio e proteínas.
Enquanto as proteínas retardam a digestão e mantêm o estômago preenchido por mais tempo, o mineral atua diretamente no metabolismo energético, favorecendo a mobilização das células de gordura.
Pesquisadores da Universidade do Tennessee estudaram o efeito do cálcio sobre a taxa de gordura corporal de ratos obesos e descobriram que os animais que receberam o mineral através do consumo de leite desnatado apresentaram uma diminuição de 60% nos estoques de gordura.
Além de elevar a temperatura corporal, o cálcio presente no interior das células de gordura também regula a lipólise, ou seja, a queima de gordura. Acredita-se que quanto maior o teor de cálcio dentro de um adipócito, maior será a probabilidade de este seja utilizado como fonte de energia.
Embora todos os laticínios tenham propriedades semelhantes, opte pelas versões com baixo teor de gordura, que ainda são ricas em proteínas mas não contêm gordura saturada em excesso.

10- Brócolis

brocolis metabolismoSão tantos os benefícios do brócolis que fica difícil dizer que ele serve apenas para acelerar o metabolismo. Além de ser um dos melhores alimentos anticancerígenos e um poderoso antioxidante, a verdura ainda fortalece o sistema imune e fornece fibras essenciais para o funcionamento do intestino.
E como o brócolis acelera o metabolismo?
O vegetal contém cálcio e vitamina C, dois nutrientes indispensáveis para o metabolismo energético. A vitamina C ajuda o corpo a absorver mais cálcio dos alimentos que consumimos, e o cálcio por sua vez favorece a queima de gordura.
Os vegetais crucíferos- como o brócolis, a couve e o repolho- possuem sulforafano, um composto com propriedades antitumorais que também reduz a adipogênese, que é o processo de diferenciação das células de gordura.
No brócolis encontramos ainda uma boa concentração de clorofila, o fitonutriente que ajuda a desintoxicar o fígado e eleva a captação de oxigênio no sangue, aumentando a produção de energia.
Como a vitamina C é termossensível – ou seja, ela é destruída em altas temperaturas- é importante prestar atenção ao cozimento do brócolis para não eliminar suas propriedades termogênicas.

11- Abacate

abacate metabolismoEsqueça a antiga ideia de que o abacate engorda e deve ser evitado por quem está tentando perder peso. Inúmeros estudos têm demonstrado que na realidade o fruto de origem mexicana estimula a queima de gordura e pode ajudar a emagrecer.
As gorduras monoinsaturadas do abacate têm atuação tripla na queima de gordura. Em primeiro lugar, são indispensáveis para a formação da parede celular, que por sua vez precisa estar íntegra para receber os sinais enviados pelos hormônios responsáveis pela queima de gordura.
Além disso, ajudam a diminuir a secreção de hormônios que promovem o acúmulo de gordura, como o cortisol e a insulina, ao mesmo tempo em que estimulam a liberação de hormônio do crescimento GH, que tem ação oposta (favorece a formação de tecido muscular e acelera o metabolismo das gorduras).
E por último, estimula o metabolismo porque protege as mitocôndrias (estruturas celulares responsáveis pela produção de energia) contra os danos causados pelos radicais livres.
Resumindo: o abacate favorece a queima de gordura, diminui a conversão da energia dos alimentos em ácidos graxos e ainda evita inflamações que levam ao ganho de peso.

12- Óleo de coco

oleo de coco metabolismoAo contrário do que muitos profissionais da área da saúde propagaram nas últimas décadas, nem todas as gorduras são iguais, e uma dieta com baixo teor de ácidos graxos não é a melhor maneira de emagrecer ou manter o peso.
Gorduras saudáveis como o óleo de cocodevem compor pelo menos 10-15% do total de calorias ingeridas diariamente. Enquanto a maioria das gorduras contêm ácidos graxos de cadeia longa, o óleo de coco é formado predominantemente por triglicerídeos de cadeia média (MCTs).
O tamanho da cadeia aqui faz toda a diferença, uma vez que o MCTs são metabolizados de maneira diferente dos demais ácidos graxos. Após serem absorvidos no sistema digestivo, os MCTs são enviados diretamente para o fígado, onde serão utilizados como fonte de energia imediata ou então serão convertidos em corpos cetônicos (substâncias que fornecem energia para o cérebro, o coração e o tecido muscular).
Assim, acabam não sendo armazenados como gordura. Em um estudo publicado noAmerican Journal of Clinical Nutrition, participantes que acrescentaram óleo de coco à dieta durante 16 semanas perderam mais peso e gordura que os demais voluntários que utilizaram azeite durante o mesmo período.
Outros estudos também desenvolvidos com humanos demonstraram que os triglicérides de cadeia média ainda aumentam a oxidação de gordura e a termogênese, acelerando o metabolismo.
Como é bastante calórico (são 110 calorias por colher), o óleo de coco deve ser consumido com moderação, e sempre como uma alternativa aos demais óleos vegetais (não adianta acrescentar o óleo ao cardápio e continuar consumindo óleo de soja, canola, azeite, etc.: você vai ganhar peso).

13- Canela

canela metabolismoUma das especiarias mais valiosas da Idade Média (por volta do século XV um quilo de canela valia o equivalente a 10 gramas de ouro), a canela ficou um tanto esquecida nas últimas décadas mas agora faz seu retorno triunfal como um dos alimentos que ajudam a acelerar o metabolismo.
E o mecanismo pelo qual o tempero atua é bastante simples: ao ser digerida, a canela ajuda a glicose a entrar nas células, ao mesmo tempo em que eleva a temperatura corporal. Com isso, o pâncreas acaba liberando menos insulina, e como esta por sua vez desacelera o metabolismo e bloqueia a queima de gordura, o resultado é um melhor aproveitamento dos ácidos graxos como fonte de energia.
Como o efeito da canela é moderado, a dica é consumir pelo menos ¼ de colher de chá do tempero regularmente.

14- Claras de ovos

clara metabolismoSe os ovos inteiros são motivos de grande controvérsia, as claras são praticamente uma unanimidade: ricas em proteínas de alto valor biológico (ou seja, que são bem aproveitadas pelo organismo), são um excelente alimento para ganhar massa muscular sem o inconveniente do colesterol.
Cada clara fornece 4 gramas de proteínas e 17 calorias, mas o corpo gasta muito mais energia para poder processá-la em aminoácidos. Assim, ao consumir a parte mais proteica do ovo você estará obrigando seu corpo a retirar energia de outro lugar para poder digeri-la- ou seja, das células de gordura estocadas.
As claras também são fonte de leucina, um aminoácido de cadeia ramificada (BCAA) que estimula a síntese de proteínas e controla a liberação de insulina pelo pâncreas.
Outro benefício da leucina: em períodos de restrição energética (leia-se dieta) o aminoácido previne o catabolismo, que é a utilização do próprio tecido muscular como combustível para as células.
E por último, como as demais proteínas animais, a albumina também apresenta uma digestão bastante lenta, o que mantém o estômago preenchido por mais tempo, facilitando o controle do apetite.

15- Aveia

aveia-metabolismoO cereal favorito para o preparo de mingaus muito provavelmente não é um dos primeiros alimentos que aceleram o metabolismo que vêm à mente, mas a verdade é que a aveia é uma ótima opção para acelerar a queima de gordura.
Tudo isso porque o corpo precisa de muita energia para digerir os grãos de aveia e convertê-los em glicose e aminoácidos. Além disso, mesmo em pequenas porções a aveia já ajuda no metabolismo da glicose, melhorando a sensibilidade à insulina.
As fibras da aveia (betaglucanas) também diminuem a reabsorção do colesterol, obrigando o fígado a retirar mais gordura das reservas para poder sintetizar bile.
Consumir 30 gramas de aveia integral ainda pela manhã ajuda a reestabelecer os níveis de glicose e estimula o gasto de calorias na forma de gordura.
Para não exagerar nas calorias, fique longe do mingau preparado com leite integral e adoçado com várias colheres de açúcar. A aveia crua aumenta a saciedade e absorve mais água, aumentando o volume estomacal e facilitando o trabalho do sistema digestivo.

Dicas

  • Como variações dos alimentos que aceleram o metabolismo que enumeramos acima você pode incluir no cardápio peito de frango, carne vermelha, couve, leite desnatado, queijos magros (ricota, cottage), frutas cítricas, salmão, sardinha, arroz integral e feijão.
  • Além de consumir os alimentos sugeridos, é importante que você beba pelo menos 6 copos de água todos os dias para eliminar as toxinas que desaceleram o metabolismo e para estimular a queima de gordura.
  • Assim como o chá verde, o café também é uma excelente bebida termogênica, pois seu alto teor de cafeína ajuda a elevar a temperatura corporal e aumenta os níveis de energia, fornecendo mais combustível e disposição para a atividade física.
  • Consuma os alimentos que aceleram o metabolismo com moderação. Itens como as nozes e o óleo de coco são altamente calóricos e podem levar ao ganho de peso se ingeridos em excesso. Lembre-se de que para emagrecer você ainda deve manter uma dieta hipocalórica, ou seja, com menos calorias de que o corpo necessita para manter suas funções.
  • E por último, não se esqueça de que os alimentos podem dar um empurrãozinho para acelerar o metabolismo, mas não farão você emagrecer se o total de calorias que você consome é maior do que você realmente precisa.

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